Tuesday, July 04, 2006
Monday, June 19, 2006
Kit de beleza quadrianual

Copa do mundo funciona como maquiagem: esconde, alegra e faz a pessoa orgulhar-se de si mesma. Só que uma coisa é certa, não dura para sempre. Um dia acaba e vem aquela desilusão.
Brasil!! Melhor time e campeão de títulos. Ouvir falar dessa nação em época de Copa mundial é motivo de orgulho para os brasileiros; temor e respeito para os indivíduos de outras nacionalidades. Contudo, quando se fala em Lula, as coisas invertem-se drasticamente. Quando se fala em economia, desenvolvimento X subdesenvolvimento; carnaval, educação... O respeito transforma-se em repúdio e insatisfação. Sabe por que isso acontece? Na verdade, nem todo brasileiro tem orgulho de viver em um país de tantas desigualdades sociais... Entretanto se desmancha de prazer por ser parte do melhor futebol do mundo!
É lamentável afirmar, porém o amor do ser humano pelo país é interesseiro e momentâneo. De forma alguma esse texto preocupa-se em diminuir os conterrâneos brasileiros, mas, sim, abrir-lhes os olhos para a questão de que o amor independe da situação. Não que o indivíduo deva aceitar passivamente a situção desagradável, contudo precisa buscar fazer o possível para melhorá-la e não soltar milhares de insultos e palavrões, que tornem a situação ainda pior.
No entanto, é necessário inverter o direcionamento desse texto. Falar da importância social do campeonato de futebol mundial é relevante. Em época de Copa, os brasileiros sentem-se anestesiados com os problemas estrurais e econômicos. Esquecem-se da “caninha” do presidente e começam a discutir sobre a “barriguinha” do Ronaldo.
No âmbito mundial, as diferenças social extingüem-se e as culturas fundem-se em uma imenso círculo aguado. Cores, classe sociais, posicionamento em escalas de desenvolvimento... Nada, nada, nada disso passa a ter importância. O clima do futebol faz questão de destacar apenas um critério de seleção: talento. O que independe de circunstâncias físicas, econômicas ou culturais.
Todavia, não se deve amar a pátria somente nesses momentos de euforia e ignorar ou tripudiar as situações complicadas. Afinal, é aí que o país precisa de seus moradores. A Copa já é garantidas pelos jogadores... Criticar é necessário, mas agir é imprescindível! É preciso amar com magnitude, independente da maquiagem. Ela é bem-vinda para levantar o clima e o astral, é importante admirar o que está além dela. Mesmo nas horas difíceis, mais do que nunca.
Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=385JDB010
Sunday, June 18, 2006
Aula 28 – Último dia de apresentações do Seminário sobre as teorias da comunicação

Essa aula foi ótima... Foi uma pena que o trabalho do último grupo passou do horário e nem todo mundo assistiu até o final. A apresentação reuniu um pouco de todo o conteúdo dos trabalhos das outras equipes. Desenvolveram o tema abordando, principalmente, sobre cibernética.
Cibernética (do grego Κυβερνήτης significando condutor, governador, piloto) é o estudo da comunicação e controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais. Para tanto procura entender o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e decodificação, retroação (feedback), aprendizagem, etc.
Mas a questão mais abordada pela equipe não foi técnica, mas as conseqüências da cibernética na sociedade. Até quando o homem vai deixar a máquina ser criadora das coisas e não apenas, de acordo com a finalidade para a qual foi criada, um meio do ser humano criar? É impossível negar e tripudiar a tão presente tecnologia, pois a humanidade acostumou-se a depender dela para inúmeras funções e situações.
O ideal é acompanhar os avanços tecnológicos, mas não se esquecer de evoluir sentimentos e conhecimentos que facilitam a relação entre os indivíduos. Visto que seria até uma ironia: o homem sendo engolido por sua própria criação. Afinal, o homem é o único que pode aprimorar valores e qualidades. As máquinas não têm essa capacidade. Talvez seja até essa a explicação pela intensa busca por aprimoramento e perfeição tecnológicos. Fazer com que o homem tenha mais disponibilidade de relacionar com o próximo e aprender e, acima de tudo, vivenciar o amor ao próximo. Pois, só a partir daí ele compreenderá e auxiliará. Ou seja, só haverá interação plena e positiva quando não houver desentendimento empregnados em qualquer tipo de manifestação.
Cibernética (do grego Κυβερνήτης significando condutor, governador, piloto) é o estudo da comunicação e controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais. Para tanto procura entender o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e decodificação, retroação (feedback), aprendizagem, etc.
Mas a questão mais abordada pela equipe não foi técnica, mas as conseqüências da cibernética na sociedade. Até quando o homem vai deixar a máquina ser criadora das coisas e não apenas, de acordo com a finalidade para a qual foi criada, um meio do ser humano criar? É impossível negar e tripudiar a tão presente tecnologia, pois a humanidade acostumou-se a depender dela para inúmeras funções e situações.
O ideal é acompanhar os avanços tecnológicos, mas não se esquecer de evoluir sentimentos e conhecimentos que facilitam a relação entre os indivíduos. Visto que seria até uma ironia: o homem sendo engolido por sua própria criação. Afinal, o homem é o único que pode aprimorar valores e qualidades. As máquinas não têm essa capacidade. Talvez seja até essa a explicação pela intensa busca por aprimoramento e perfeição tecnológicos. Fazer com que o homem tenha mais disponibilidade de relacionar com o próximo e aprender e, acima de tudo, vivenciar o amor ao próximo. Pois, só a partir daí ele compreenderá e auxiliará. Ou seja, só haverá interação plena e positiva quando não houver desentendimento empregnados em qualquer tipo de manifestação.
Aula 27 – Quarto dia de apresentaçoes
A tecnologia ao mesmo tempo que pode aproximar milhões de pessoas, pode distanciar os indivíduos uns dos outros.Bom... esse dia meu grupo atuou. Um dia ia chegar a hora, não é? Nos discorremos sobre Economia política. O nervosismo foi tremendo e aquela sensação de que tudo que será falado é equivocado é sufocante. Mas, enfim, apresentamos e até que ficou bastante legal. Deu tudo certo!
A economia política da comunicação começa a se desenvolver nos anos 60. Manifesta-se, de início, por meio de um questionamento sobre o desequilíbrio dos fluxos de informação e produtos entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.
A partir de 1975, abandonando a visão genérica dos sistemas de comunicação, a economia política começa a abordar sobre as “Indústrias culturais” e não sobre a “Indústria cultural”. Isso porque, no momento em que as políticas nacionais a cerca da cultura confrontam-se com os princípios da globalização, para que seja possível compreender a relação entre a valorização da cultura e o capital, é necessário adentrar nas diversas indústrias culturais existentes no mundo.
O capítulo também aborda a influência que a tecnologia opera na sociedade. Existe até um período que exemplifica bem essa situação: “O imperativo técnico comanda a transformação social”. Esta frase descreve bem a realidade persuasiva da televisão. Ela é um agente de comoção social inelutável. Se a sociedade passa por um problema, que é monitorado via audiovisual, todos passam a integrar-se à situação como parte indispensável. Se ela transmite algo bom, todos vibram como se fossem os principais beneficiados com o acontecido. Esse fato, que conecta as pessoas umas as outras, transformou o mundo em uma “aldeia global”. Ou então, como prefere Brzezinski, “cidade global”.
Um outro grupo apresentou no dia. O que ficou do que disseram foi, principalmente, o fato da revolução da comunicação que mudou as diretrizes do processo de comunicação. Antes, o receptor não era levado muito em consideração, priorizando a atuação do emissor e da mensagem. Hoje as coisas já não funcionam seguindo rigorosamente essa estrutura. Percebe-se que o receptor é tão importante, se não o mais relevante, quanto à mensagem e quem a constrói. É necessário conhecê-lo para saber como prosseguir a mensagem com êxito.
A economia política da comunicação começa a se desenvolver nos anos 60. Manifesta-se, de início, por meio de um questionamento sobre o desequilíbrio dos fluxos de informação e produtos entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.
A partir de 1975, abandonando a visão genérica dos sistemas de comunicação, a economia política começa a abordar sobre as “Indústrias culturais” e não sobre a “Indústria cultural”. Isso porque, no momento em que as políticas nacionais a cerca da cultura confrontam-se com os princípios da globalização, para que seja possível compreender a relação entre a valorização da cultura e o capital, é necessário adentrar nas diversas indústrias culturais existentes no mundo.
O capítulo também aborda a influência que a tecnologia opera na sociedade. Existe até um período que exemplifica bem essa situação: “O imperativo técnico comanda a transformação social”. Esta frase descreve bem a realidade persuasiva da televisão. Ela é um agente de comoção social inelutável. Se a sociedade passa por um problema, que é monitorado via audiovisual, todos passam a integrar-se à situação como parte indispensável. Se ela transmite algo bom, todos vibram como se fossem os principais beneficiados com o acontecido. Esse fato, que conecta as pessoas umas as outras, transformou o mundo em uma “aldeia global”. Ou então, como prefere Brzezinski, “cidade global”.
Um outro grupo apresentou no dia. O que ficou do que disseram foi, principalmente, o fato da revolução da comunicação que mudou as diretrizes do processo de comunicação. Antes, o receptor não era levado muito em consideração, priorizando a atuação do emissor e da mensagem. Hoje as coisas já não funcionam seguindo rigorosamente essa estrutura. Percebe-se que o receptor é tão importante, se não o mais relevante, quanto à mensagem e quem a constrói. É necessário conhecê-lo para saber como prosseguir a mensagem com êxito.
Aula 26 – Terceiro dia do Seminário sobre as teorias da comunicação

Dos grupos que apresentaram nesse dia ficou a importância da Semiologia, que é ciência geral que tem como objeto todos os sistemas de signos. É incontestável a importância dos signos na vida do ser humano. É pura comunicação! Fazendo uma análise geral da civilização, percebe-se que os signos sempre existiram e foram, como são, de extrema relevância em seu desenvolvimento. Um exemplo pleno disso é a linguagem, que é a base de todas as relações estabelecidas na sociedade.
Outras questões foram abordadas como o Estruturalismo, que se baseia em uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da lingüística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
Pode-se dizer ainda que o signo é a representação de algo. Essa representação pode ser manipulada ou não, mas, de qualquer forma, o “conceito” e seu “símbolo” nunca podem ser classificados com o mesmo significado. Ou, de acordo com o grupo, um coisa é uma coisa, sua representação já é outro ângulo de abordagem.
Outras questões foram abordadas como o Estruturalismo, que se baseia em uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da lingüística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações.
Pode-se dizer ainda que o signo é a representação de algo. Essa representação pode ser manipulada ou não, mas, de qualquer forma, o “conceito” e seu “símbolo” nunca podem ser classificados com o mesmo significado. Ou, de acordo com o grupo, um coisa é uma coisa, sua representação já é outro ângulo de abordagem.
Aula 25 - Segundo dia do Seminário

Nesse dia eu presenciei uma apresentação espetacular! Até comentei com Néia, depois que ela deu aquela aula de comunicação, informação e etc., etc., que ela vai ser a sucessora de André Azevedo. Como explicou bem o capítulo... Não só ela como todo o grupo. Falaram sobre informação e sobre o caminho que ela percorre até cada indivíduo. De tudo que o grupo expôs, uma coisa ficou com clareza: o ser humano tem a capacidade de organizar e desorganizar o mundo, pelo menos no espaço restrito do qual faz parte, por meio das informações que detêm. Daí a importância da comunicação.
Mais dois grupos apresentaram seus trabalhos, sendo que um deles discorreu sobre a escola de Frankfurt, que inclusive recebeu vários estudiosos que tratavam das Indústrias culturais e Cultura de massa, e sobre os seus principais filósofos.
Mais dois grupos apresentaram seus trabalhos, sendo que um deles discorreu sobre a escola de Frankfurt, que inclusive recebeu vários estudiosos que tratavam das Indústrias culturais e Cultura de massa, e sobre os seus principais filósofos.
Aula 24 – Início do Seminário sobre o livro História das teorias da comunicação, Armand Mattelart.

Bom, a primeira apresentação do seminário, no dia 29/05/06, foi a mais complicada, imagino. Como tudo aquilo que começa algo... Mas a apresentação foi show e o que eu achava que era impossível, deu-me forças para que meu grupo realizasse um bom trabalho. Pelo menos tão bom quanto o primeiro.
O trabalho pioneiro do seminário apresentou o capítulo e item dois, O Empirismo do novo mundo. Empirismo significa teoria que se baseia exclusivamente na experiência científica, como única fonte de conhecimentos.
A escola de Chicago e a ecologia humana preocupavam-se em estudar a conduta da sociedade. Principalmente após a industrialização, quando essa organização humana sofreu transformações econômicas, demográfica e na ocupação do espaço, além de passar por mudanças nas formas de interação e controle da sociedade. Como resultado disso: desigualdades sociais e, conseqüentemente, o crime.
Como conclusão, o grupo defendeu uma idéia de Rousseau que dizia que o homem nasce fraco, precisa de força; nasce carente de tudo, precisa de assistência; nasce estúpido, precisa de juízo. Tudo o que o homem não tem ao nascer e de que precisa quando grande, lhes é dado pela educação. Ou, em outras palavras, pode-se dizer que o homem nasce e passa por um processo de desenvolvimento de capacidades física, intelectual e moral. Se ele será bom ou ruim depende da sociedade na qual ele está situado. “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe”, dizia o filósofo. Ou seja, o homem nasce indefeso e necessita de adaptar-se ao mundo, passar por experiências múltiplas, para sobreviver.
Fontes:
http://www.mol.org.br/index.cfm?FuseAction=noticias.Detalhe&nNoticia=8394&unecod=2
http://72.14.209.104/search?q=cache:4-qApxw0NBQJ:www.arteepolitica.com.br/download/ap9.pdf+rosseau+-+o+homem+nasce+indefeso&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=3
Aula 23 - A Revolução não será televisionada

Nessa aula assistimos alguns vídeos que o professor André teve o prazer de nos mostrar. Nunca vi gostar de uma revolução... hehehehehe... Mas, nesse caso, como na maioria deles, ele tem razão. Essa revolução é uma crítica aos meios de comunicação de massa. É incrível como muitas das discussões, quando são analisadas profundamente, caem na mesma questão: a manipulação que a televisão provoca no ser humano.
Essa Revolução procura desmascarar esse sistema de comunicação perverso, começando pela base. Por suas estruturas. Um vídeo que, em minha opinião, encaixa perfeitamente nessa discussão foi o do incêndio que aconteceu no programa da Xuxa. Toda aquela fantasia, aquela magia maravilhosa que envolve os personagens do mundo fantástico da televisão, sendo destruído pelo fogo. O desespero estampado no rosto de personalidades lembradas, acima de tudo, pelo seu glamour, felicidade, determinação e perfeição sendo substituído de uma maneira tão radical e REAL. Realidade... Aí percebemos como, até o que uma maioria julga como modelo de felicidade, apóia-se em bases reais. Nem tudo, para não dizer nada, que é abstrato para muitos é perfeito, como nem tudo que é concreto para eles é necessariamente frustrante.
"A Revolução não será televisionada". Do contrário é revelar a defesa do ser humano ao inimigo. Para transformar a sociedade, a começar por essa parte mesquinha e, muitas vezes, desumana, é necessário agir. Expor ideais e transformar o sorriso inocente e passivo das pessoas, ao serem manipuladas, em um sorriso irônico de quem sabe o que faz e age com discrição e inteligência.
Essa Revolução procura desmascarar esse sistema de comunicação perverso, começando pela base. Por suas estruturas. Um vídeo que, em minha opinião, encaixa perfeitamente nessa discussão foi o do incêndio que aconteceu no programa da Xuxa. Toda aquela fantasia, aquela magia maravilhosa que envolve os personagens do mundo fantástico da televisão, sendo destruído pelo fogo. O desespero estampado no rosto de personalidades lembradas, acima de tudo, pelo seu glamour, felicidade, determinação e perfeição sendo substituído de uma maneira tão radical e REAL. Realidade... Aí percebemos como, até o que uma maioria julga como modelo de felicidade, apóia-se em bases reais. Nem tudo, para não dizer nada, que é abstrato para muitos é perfeito, como nem tudo que é concreto para eles é necessariamente frustrante.
"A Revolução não será televisionada". Do contrário é revelar a defesa do ser humano ao inimigo. Para transformar a sociedade, a começar por essa parte mesquinha e, muitas vezes, desumana, é necessário agir. Expor ideais e transformar o sorriso inocente e passivo das pessoas, ao serem manipuladas, em um sorriso irônico de quem sabe o que faz e age com discrição e inteligência.
Aula 22 - Fetichismo

Fetichismo, de acordo com o Dr. Aridelson G. Muller, é a tendência erótica para coisas inanimadas que, direta ou indiretamente estão em contato com o corpo humano ou para determinadas partes do corpo da pessoa amada. O Fetichista tem o fetiche como o elemento necessário e suficiente para sua excitação sexual. O Fetichista utiliza objetos inanimados ou atenta apenas para uma determinada parte do corpo da outra pessoa para obter satisfação sexual e é incapaz de amar a outra como uma pessoa real. Consegue amar apenas uma parte dela, ou um objeto que ela use. Exemplo: mãos, pés, nádegas, mamas, sua calcinha, seu sutian, suas meias, etc. Mas será que esse conceito enquadra somente situações extremas como as citadas acima?
Na verdade, não. Existem muitas fetichistas inocentes. Mas vale destacar: não deixam de ser fetichistas! O pior disso tudo não é a valorização de um ícone, por exemplo, mas a desvalorização do ser humano. O ser humano que vive sob as rédeas do fetichismo não sabe amar pessoas, pois ama ícones, apenas. Idolatra coisas ou celebridades que, estando ao seu alcance ou não, provocam-lhe mais satisfação que o sentimento e cumplicidade do próximo. E isso é triste.
É importante não confundir admiração com Fetichismo. Admirar ícones, seja qual for o motivo, é, de certa forma, até saudável. Isso passa ser problema quando provoca a evasão do ser humano do mundo real para que este possa adentrar em um mundo que, se for parar para pensar, nem existe. Ou, em outras palavras, é lamentável quando o homem passa a residir em um "mundo platônico".
Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n06/doencas/fetiche/fetiche.htm
Aula 21 - Frase X Imagem
Muito legal essa aula!!! A turma realizou pensamentos muito importantes sobre Indústria Cultural nesse dia. Penso que se todas as pessoas pensassem assim, talvez a tecnologia não nos controlasse tanto e passasse a ter apenas vantagens na vida do ser humano. Mas, como toda civilização do século XXI, algo tem de existir para controlar a massa... e é a era dela: da televisão! Aff... Diabinha disfarçada de princesa...
Aqui vai minha frase. Resolvi escrever uma. Afinal, frases boas existem muitas e o único jeito de decidir qual usar, é optar por nenhuma delas! Foi mais fácil assim.

Pode ter certeza que, na hora em que liga a televisão, não é sempre você que tem o controle da situação...
Wednesday, May 31, 2006
Aula 20 - 28/04/06 – Deixa a cultura me levar...
Essa aula foi muito interessante! A turma compôs uma música com o André e pôde perceber o quanto a Indústria Cultural é previsível e banal. Com algumas notas que, segundo o professor, eram simples e do conhecimento de qualquer um que já tenha lidado com a guitarra ou o violão alguma vez na vida, e mais uma letra surpreendentemente simples, que chegou a ser "idiota", a turma deparou-se com a seguinte música:“Hoje acordei pensando em você
Ow ow ow ow ow...
Peguei minha caminhonete pra te ver
Ai ai ai ai ai...
Mas meu pneu furou, minha gasolina acabou
Ow ow ow ow ow...
Mas ela me ligou e a solução chegou
Mesmo sem dinheiro, eu tenho uma menina
Que troca meu pneu e me paga a gasolina”
É isso! Só de pensar que existem milhares de músicas por aí, iguais ou piores do que essa, fazendo o maior sucesso... No entanto, é exatamente esse o objetivo da Cultura de massa: fazer coisas simples, que sejam fáceis de lidar. Dessa forma, as pessoas aprendem rápido e continuam a optar pelo caminho mais simplório. É uma forma de manipulação. E o pior é que essa massificação não é imposta, uma vez que ela é percebida pelos indivíduos. Porém, de tão enraizada na sociedade, o ser humano acaba por permitir que isso aconteça.
É isso! Só de pensar que existem milhares de músicas por aí, iguais ou piores do que essa, fazendo o maior sucesso... No entanto, é exatamente esse o objetivo da Cultura de massa: fazer coisas simples, que sejam fáceis de lidar. Dessa forma, as pessoas aprendem rápido e continuam a optar pelo caminho mais simplório. É uma forma de manipulação. E o pior é que essa massificação não é imposta, uma vez que ela é percebida pelos indivíduos. Porém, de tão enraizada na sociedade, o ser humano acaba por permitir que isso aconteça.
Monday, May 15, 2006
Aula 19 - 24/04/06 – Debate

Nessa aula, o André dividiu a sala em dois grandes grupos. Um defendia a Cultura de massa e o outro os idealistas da Indústria Cultural. O debate ocorreu da seguinte forma: um membro de um grupo defendia o que o professor lhe incumbiu defender e um membro do outro grupo rebatia o argumento com outro pensamento, que afirmava a ideologia que lhe foi confiada. Depois que os membros dos grupos chegaram a acreditar realmente no ideal que tiveram que defender, o ministrador da disciplina em questão inverteu as ideologias para as equipes. Ou seja, quem se matou para defender seu objetivo com o máximo de credibilidade possível teve de ter a “cara de pau” de falar tudo ao contrário do que acreditava antes.
O que se sabe é que, no fim, o debate foi bem legal. Mais uma vez o André forçou um empate entre a disputa, mas a verdade é que isso, em meio ao objetivo da atividade, é completamente irrelevante.
O que se sabe é que, no fim, o debate foi bem legal. Mais uma vez o André forçou um empate entre a disputa, mas a verdade é que isso, em meio ao objetivo da atividade, é completamente irrelevante.
Aula 18 - 17/04/06 - Cultura de massa X Indústria Cultural: os dois lados de uma mesma moeda.

São palavras sinônimas, mas ao mesmo tempo antagônicas quando se trata de duas grandes ideologias a respeito da cultura.
A cultura de massa é aquela da qual o ser humano se alimenta todos os dias. É aquela que instrui, ou ao menos tenta, através dos meios de comunicação. Ou seja, é a cultura do dia-a-dia. Acredita-se que em uma sociedade de massa é normal, e até esperado, existir uma cultura de massa. E devido a essa vulgarização cultural que os indivíduos dispõem diariamente de Cultura Erudita por meio da Cultura de massa, pois esta serve de intermédio entre a massa e a cultura menos acessível. Os defensores dessa cultura afirmam que o ser humano pode ser culto e educado ao consumir Cultura de massa. É aí que entram os opositores da Indústria cultural, que é como denominam a Cultura de massa, afirmando que essa educação, que alguns acreditam que essa cultura pode transmitir, é apenas uma ilusão de conhecimento.
Para os críticos da Indústria Cultural, a cultura de massa é, na realidade, uma desfragmentação da verdade. E acredita-se que esse processo de divulgar verdades fragmentadas ocorre para que o ser humano não possa compreender nada em sua totalidade e continue optando por obter seus conhecimentos através da mídia. Por isso se diz que os indivíduos estão em retrocesso mental por causa dos meios de comunicação. As emissoras geralmente preocupam-se em conquistar espectadores e não em informá-los com qualidade. Mas o maior problema reside no fato de que, além de não se preocupar com o desenvolvimento intelectual humano, fazem questão de fingir que estão trabalhando pela qualidade do que divulgam, o que faz com que as pessoas não sintam necessidade de inovar, ou em outras palavras, não se sintam na obrigação de buscar o verdadeiro e pleno conhecimento.
Adorno e Horkheimer, em parceria, escreveram “a Dialética do Esclarecimento”, no qual afirmam que o papel da cultura é refinar e expandir o conhecimento e não limitá-lo e torná-lo cada vez mais óbvio como acontece na Cultura de massa. A mesma repulsa à cultura de massa é percebida no livro de Umberto Ecos “Apocalípticos e Integrados”, onde ele diz que a Cultura de massa destruirá a humanidade.
O fato é que fugir da Indústria Cultural ou Cultura de massa, qualquer uma das expressões explicam a mesma ideologia, é praticamente impossível em pleno século XXI. A televisão, a Internet, ou seja, a mídia em suas diversas manifestações está tão presente na vida das pessoas que é impossível impedir que essa cultura chegue até os lares. As crianças, por exemplo, crescem em frente a uma televisão e, devido a sua falta de análise crítica, vão aceitando o que esse meio de comunicação prega com naturalidade. O próprio indivíduo adulto muitas vezes é influenciado sem que perceba.
O certo seria que houvesse um equilíbrio dessa Indústria cultural impedindo que tantos equívocos chegassem até as pessoas. Ou então que, simplesmente, a mídia passasse a ocupar uma posição mais humana e menos calculista. Talvez as coisas evoluíssem sem que os homens precisem ocupar-se com a tentativa inútil de aniquilar a Cultura de massa. Afinal, já que é um mal, pelo menos por enquanto, impossível de extinguir, então que o homem transforme-o aos poucos, moldando-o de acordo com as necessidades daqueles para quem ela foi criada.
A cultura de massa é aquela da qual o ser humano se alimenta todos os dias. É aquela que instrui, ou ao menos tenta, através dos meios de comunicação. Ou seja, é a cultura do dia-a-dia. Acredita-se que em uma sociedade de massa é normal, e até esperado, existir uma cultura de massa. E devido a essa vulgarização cultural que os indivíduos dispõem diariamente de Cultura Erudita por meio da Cultura de massa, pois esta serve de intermédio entre a massa e a cultura menos acessível. Os defensores dessa cultura afirmam que o ser humano pode ser culto e educado ao consumir Cultura de massa. É aí que entram os opositores da Indústria cultural, que é como denominam a Cultura de massa, afirmando que essa educação, que alguns acreditam que essa cultura pode transmitir, é apenas uma ilusão de conhecimento.
Para os críticos da Indústria Cultural, a cultura de massa é, na realidade, uma desfragmentação da verdade. E acredita-se que esse processo de divulgar verdades fragmentadas ocorre para que o ser humano não possa compreender nada em sua totalidade e continue optando por obter seus conhecimentos através da mídia. Por isso se diz que os indivíduos estão em retrocesso mental por causa dos meios de comunicação. As emissoras geralmente preocupam-se em conquistar espectadores e não em informá-los com qualidade. Mas o maior problema reside no fato de que, além de não se preocupar com o desenvolvimento intelectual humano, fazem questão de fingir que estão trabalhando pela qualidade do que divulgam, o que faz com que as pessoas não sintam necessidade de inovar, ou em outras palavras, não se sintam na obrigação de buscar o verdadeiro e pleno conhecimento.
Adorno e Horkheimer, em parceria, escreveram “a Dialética do Esclarecimento”, no qual afirmam que o papel da cultura é refinar e expandir o conhecimento e não limitá-lo e torná-lo cada vez mais óbvio como acontece na Cultura de massa. A mesma repulsa à cultura de massa é percebida no livro de Umberto Ecos “Apocalípticos e Integrados”, onde ele diz que a Cultura de massa destruirá a humanidade.
O fato é que fugir da Indústria Cultural ou Cultura de massa, qualquer uma das expressões explicam a mesma ideologia, é praticamente impossível em pleno século XXI. A televisão, a Internet, ou seja, a mídia em suas diversas manifestações está tão presente na vida das pessoas que é impossível impedir que essa cultura chegue até os lares. As crianças, por exemplo, crescem em frente a uma televisão e, devido a sua falta de análise crítica, vão aceitando o que esse meio de comunicação prega com naturalidade. O próprio indivíduo adulto muitas vezes é influenciado sem que perceba.
O certo seria que houvesse um equilíbrio dessa Indústria cultural impedindo que tantos equívocos chegassem até as pessoas. Ou então que, simplesmente, a mídia passasse a ocupar uma posição mais humana e menos calculista. Talvez as coisas evoluíssem sem que os homens precisem ocupar-se com a tentativa inútil de aniquilar a Cultura de massa. Afinal, já que é um mal, pelo menos por enquanto, impossível de extinguir, então que o homem transforme-o aos poucos, moldando-o de acordo com as necessidades daqueles para quem ela foi criada.
Sunday, May 14, 2006
Aula 17 - 10/04/06 – Teoria da Objetivação

Essa teoria é composta por três princípios básicos: imersão, emersão e inserção. A imersão poderia ser resumida por uma única palavra: hábito. Ou seja, nesse estado, o ser humano se adapta ao mundo e não se preocupa em promover mudanças no próprio mundo. Dois conceitos que estão intimamente ligados à imersão é a idéia de concreto, aquilo que se vê todo o momento (cotidiano) e prática, aquilo que o indivíduo exerce por puro hábito.
A emersão ocorre quando o homem sente a necessidade de emergir do cotidiano, sair de dentro de si mesmo para se observar. Pois é impossível ver-se enquanto se está dentro de si. A partir do momento em que o indivíduo consegue libertar-se de si mesmo, ele consegue viver, pensar e refletir, buscando meios de mudar a capacidade do homem de adaptar-se a qualquer situação por pior que seja, observada em seu estado de imersão, fazendo com que ele procure modos de alterar essa condição em seu favor e da comunidade. Com isso, percebe-se que, nesse estado, o ser humano se preocupa mais com a parte abstrata da vida, buscando teorias que se ajuste a sua maneira de enxergar os fatos. Afinal, a teoria não é desvinculada da realidade. Por isso, a emersão é fundamental para que seja possível compreender a realidade.
A inserção já é o contrário da imersão. Uma vez que inserir-se no mundo é diferente de adaptar-se a ele. Inserir-se é integrar-se. É participar das transformações que ocorrem no mundo concreto e não simplesmente aceitá-las. Isso é certo, já que se vive em processo de transformação em todo tempo, obtendo êxito em alguns estágios e regredindo em outros. E se o homem não participa dessas mudanças, ele não é humano.
Para adentrar a inserção é necessário utilizar a dialética que é composta por tese, antítese e síntese. É relevante que o indivíduo não se contente somente com o que já se sabe (tese) e, sim, procurar compreender o contrário daquilo em que se acredita (antítese) para chegar a uma conclusão baseada no choque entre essas duas idéias (síntese). Desse modo, fica fácil compreender que a dialética está sempre em construção, visto que no combate entre tese e antítese, essa ordem destrói-se e cria-se outra (síntese) através dessa revolução. A partir dessa nova síntese, tem-se uma nova tese, que deverá combater uma nova antítese e assim vai.
Vale salientar que a constante batalha entre os ideais na dialética (crises) é fundamental se o objetivo do homem for transformar ou desestabilizar. Ou seja, para desejar uma sociedade melhor é necessário, primeiro, que o ser humano saiba lidar com a crise.
A emersão ocorre quando o homem sente a necessidade de emergir do cotidiano, sair de dentro de si mesmo para se observar. Pois é impossível ver-se enquanto se está dentro de si. A partir do momento em que o indivíduo consegue libertar-se de si mesmo, ele consegue viver, pensar e refletir, buscando meios de mudar a capacidade do homem de adaptar-se a qualquer situação por pior que seja, observada em seu estado de imersão, fazendo com que ele procure modos de alterar essa condição em seu favor e da comunidade. Com isso, percebe-se que, nesse estado, o ser humano se preocupa mais com a parte abstrata da vida, buscando teorias que se ajuste a sua maneira de enxergar os fatos. Afinal, a teoria não é desvinculada da realidade. Por isso, a emersão é fundamental para que seja possível compreender a realidade.
A inserção já é o contrário da imersão. Uma vez que inserir-se no mundo é diferente de adaptar-se a ele. Inserir-se é integrar-se. É participar das transformações que ocorrem no mundo concreto e não simplesmente aceitá-las. Isso é certo, já que se vive em processo de transformação em todo tempo, obtendo êxito em alguns estágios e regredindo em outros. E se o homem não participa dessas mudanças, ele não é humano.
Para adentrar a inserção é necessário utilizar a dialética que é composta por tese, antítese e síntese. É relevante que o indivíduo não se contente somente com o que já se sabe (tese) e, sim, procurar compreender o contrário daquilo em que se acredita (antítese) para chegar a uma conclusão baseada no choque entre essas duas idéias (síntese). Desse modo, fica fácil compreender que a dialética está sempre em construção, visto que no combate entre tese e antítese, essa ordem destrói-se e cria-se outra (síntese) através dessa revolução. A partir dessa nova síntese, tem-se uma nova tese, que deverá combater uma nova antítese e assim vai.
Vale salientar que a constante batalha entre os ideais na dialética (crises) é fundamental se o objetivo do homem for transformar ou desestabilizar. Ou seja, para desejar uma sociedade melhor é necessário, primeiro, que o ser humano saiba lidar com a crise.
Aula 16 - 07/04/06 - Edukators

Nessa aula, assistimos a um filme tão intrigante quanto fascinante! Ao mesmo tempo em que concordo com toda a ideologia dos "edukators", pergunto-me até que ponto o ser humano tem o direito de interferir nas tentativas de promover mudanças na sociedade. O que sei é que julgar os menos afortunados com penas excessivamente duras por encontrarem meios desapropriados de promover mudanças é um tanto cruel em vista do que já sofrem, simplesmente, por estarem diante de um quadro que tem a palavra injustiça pregada em seus quatro cantos com tanta voracidade.
Um grupo de três jovens - os educadores - invade casas de ricaços com o pensamento de punir aqueles que, de uma forma ou de outra, são culpados pelos grandes desníveis sociais, que prejudicam a grande maioria dos indivíduos. Durante essa invasão, os jovens promovem uma bagunça na residência, mas não roubam nada, o que é importante salientar. As coisas vão muito bem até que uma situação de desespero, quando um empresário e dono de uma das casas flagra dois membros do grupo em sua propriedade, faz com que os três seqüestrem-no e levem-no para longe da cidade. Nesse período de tempo os quatro convivem e, de certa forma, se compreendem, até que, no fim, quando os revolucionários libertam o prisioneiro, descobrem que todo o entrosamento não passou de puro interesse do empresário em salvar a própria pele. Pois, depois de ter sido libertado e de ter dito que não envolveria a polícia, faz tudo ao contrário do que foi combinado. Mas como os jovens são espertos e conhecem bem o inimigo, já imaginavam que o empresário iria atrás deles, com a polícia, no local onde supostamente estariam. Devido a essa suspeita, deixam uma mensagem gravada na parede "Algumas pessoas nunca mudam". Provando, mais uma vez, que o excesso de dinheiro, a abnegação e o bom-senso, na maioria das vezes, são imiscíveis. Com isso, eles escapam, novamente, cada vez mais decididos de levar adiante seus ideais. Pois, defender a sociedade de pessoas hipócritas e injustas, segundo eles, está acima de qualquer risco que possam correr.
Vale a pena lembrar que o filme é bastante interessante e, além, da parte política, proporciona um delicioso suspense de um triângulo amoroso entre os jovens que salienta ainda mais o bom gosto do filme alemão. Afinal, nem tudo que é bom tem de ser norte-americano!
Aula 15 – 03/04/06 – Avaliação sobre o livro Cotidianos Culturais e Outras Histórias.

Como meu blog está atrasado e o professor André já me entregou a prova, nessa aula na qual a avaliação foi aplicada, irei expor o conteúdo da prova.
Aí vai!
É um banho de cultura! O livro Cotidianos Culturais e outras histórias possui um subtítulo totalmente conivente com o sentimento que os leitores desenvolvem ao ler o livro. Eu nunca havia percebido a riqueza cultural que as redondezas da Praça Rui Barbosa oferecia. A casa da esquina, atual estacionamento, é tão fantástico que, por um momento, duvidei de sua veracidade. Quando terminei a leitura do texto referente à casa, de tão fascinada, a primeira coisa que fiz foi relatar toda história a minha mãe.
Ainda na praça, a casa de Tobias Rosa é outro patrimônio que eu nunca havia dado a atenção que ele merecia. Depois que conheci a história, toda vez que passo por ela, sinto-me profundamente chateada por encontrá-la em tão mal estado. Seria muito mais interessante se ela tivesse evoluído, desde a época em que ela foi construída, junto com a sociedade. Para ser mais específica, seria imensamente gratificante para os uberabenses se hoje ela fosse ocupada por um comércio ou algo que, além de preservá-la, a tornasse útil para as pessoas como foi na época em que foi erguida.
Outra reportagem que me chamou muita atenção foi a da feira da Abadia. Esse é um exemplo fantástico de preservação e melhoria de um grande patrimônio da cidade. Além dos feirantes continuarem com o costume de todos os domingos, visitantes afirmam que hoje já não há perigo em participar da feira. Antes as pessoas sempre ouviam falar de mortes e hoje já não existe mais isso. Os freqüentadores contam agora com uma maior segurança que garante a paz e a alegria dos participantes da feira. Existem pessoas que também acabam por se tornar partes integrantes desse patrimônio. Dona Maria Aparecida, por exemplo, além de ser uma figura popular, é muito querida pelas pessoas que visitam as atividades dos domingos. A partir disso, vale a pena salientar que Dona Maria Aparecida é cultura, a feira é cultura, as relações sociais que se concretizam é cultura.
Como percebi, cultura é tudo que é humano, tudo que é vivo e faz parte da sociedade. Para ilustrar, temos a Folia de Reis, o grupo Chorocultura, que participou de uma das calouradas que a Universidade de Uberaba (Uniube) proporcionou, e as histórias de antigos moradores da região que enchem nossa imaginação de fatos tão reais quanto fantásticos. Todo esse misto de história, folclore e fantasia compõem a cultura do povo uberabense. Por mais que as pessoas, algumas é claro, achem difícil assumir que a verdadeira cultura é maravilhosa e rica, um dia elas "cairão na real" e perceberão que não é o Shopping Center que diz muito sobre a cidade. Não são as grifes mais ricas de história do que os vendedores de picolé e algodão doce da feira da Abadia. Não é o rock, por mais que eu adore e ache o som perfeito, que revela em sua melodia os segredos das esquinas de Uberaba e sim a zabumba, a sanfona, o saxofone e tudo mais que tocam as pessoas profundamente sem que elas possam evitar.
Nossa Uberaba tem muita história que não merece ficar estatizada no tempo e somente no pensamento das pessoas. O ideal seria que esses patrimônios seguissem de mãos dadas o desenvolvimento da comunidade. Não tem sentido, também, preservar por preservar sem compreender a importância dessas manifestações culturais em nossas vidas. O interessante é incluir a história no cotidiano com naturalidade. Tudo que é natural é cultura.
Aproveitando a entrevista feita com Roberto Drummond, é reconfortante quando o entrevistado afirma que a realidade é muito melhor do que a ficção. E acredito que ele está completamente certo. Nosso meio, nosso mundo com seus contratempos e sua glória fez e faz de nossa cultura um valor único, maravilhoso. Negar nossa identidade é o mesmo que jogar na lata de lixo todos os documentos e fotografias de nossos antepassados. É chegar para todos eles e dizer que tudo que eles viveram foi em vão.
Aí vai!
É um banho de cultura! O livro Cotidianos Culturais e outras histórias possui um subtítulo totalmente conivente com o sentimento que os leitores desenvolvem ao ler o livro. Eu nunca havia percebido a riqueza cultural que as redondezas da Praça Rui Barbosa oferecia. A casa da esquina, atual estacionamento, é tão fantástico que, por um momento, duvidei de sua veracidade. Quando terminei a leitura do texto referente à casa, de tão fascinada, a primeira coisa que fiz foi relatar toda história a minha mãe.
Ainda na praça, a casa de Tobias Rosa é outro patrimônio que eu nunca havia dado a atenção que ele merecia. Depois que conheci a história, toda vez que passo por ela, sinto-me profundamente chateada por encontrá-la em tão mal estado. Seria muito mais interessante se ela tivesse evoluído, desde a época em que ela foi construída, junto com a sociedade. Para ser mais específica, seria imensamente gratificante para os uberabenses se hoje ela fosse ocupada por um comércio ou algo que, além de preservá-la, a tornasse útil para as pessoas como foi na época em que foi erguida.
Outra reportagem que me chamou muita atenção foi a da feira da Abadia. Esse é um exemplo fantástico de preservação e melhoria de um grande patrimônio da cidade. Além dos feirantes continuarem com o costume de todos os domingos, visitantes afirmam que hoje já não há perigo em participar da feira. Antes as pessoas sempre ouviam falar de mortes e hoje já não existe mais isso. Os freqüentadores contam agora com uma maior segurança que garante a paz e a alegria dos participantes da feira. Existem pessoas que também acabam por se tornar partes integrantes desse patrimônio. Dona Maria Aparecida, por exemplo, além de ser uma figura popular, é muito querida pelas pessoas que visitam as atividades dos domingos. A partir disso, vale a pena salientar que Dona Maria Aparecida é cultura, a feira é cultura, as relações sociais que se concretizam é cultura.
Como percebi, cultura é tudo que é humano, tudo que é vivo e faz parte da sociedade. Para ilustrar, temos a Folia de Reis, o grupo Chorocultura, que participou de uma das calouradas que a Universidade de Uberaba (Uniube) proporcionou, e as histórias de antigos moradores da região que enchem nossa imaginação de fatos tão reais quanto fantásticos. Todo esse misto de história, folclore e fantasia compõem a cultura do povo uberabense. Por mais que as pessoas, algumas é claro, achem difícil assumir que a verdadeira cultura é maravilhosa e rica, um dia elas "cairão na real" e perceberão que não é o Shopping Center que diz muito sobre a cidade. Não são as grifes mais ricas de história do que os vendedores de picolé e algodão doce da feira da Abadia. Não é o rock, por mais que eu adore e ache o som perfeito, que revela em sua melodia os segredos das esquinas de Uberaba e sim a zabumba, a sanfona, o saxofone e tudo mais que tocam as pessoas profundamente sem que elas possam evitar.
Nossa Uberaba tem muita história que não merece ficar estatizada no tempo e somente no pensamento das pessoas. O ideal seria que esses patrimônios seguissem de mãos dadas o desenvolvimento da comunidade. Não tem sentido, também, preservar por preservar sem compreender a importância dessas manifestações culturais em nossas vidas. O interessante é incluir a história no cotidiano com naturalidade. Tudo que é natural é cultura.
Aproveitando a entrevista feita com Roberto Drummond, é reconfortante quando o entrevistado afirma que a realidade é muito melhor do que a ficção. E acredito que ele está completamente certo. Nosso meio, nosso mundo com seus contratempos e sua glória fez e faz de nossa cultura um valor único, maravilhoso. Negar nossa identidade é o mesmo que jogar na lata de lixo todos os documentos e fotografias de nossos antepassados. É chegar para todos eles e dizer que tudo que eles viveram foi em vão.
Wednesday, April 12, 2006
Aula 14 – 31/03/06 - Realidade perversa

Nessa aula foram apresentados dois pequenos filmes. Um falava sobre o que o capitalismo provoca na sociedade. O segundo mostra como um burguês conseguiu “levar no papo” um grupo de hippies a trabalhar para ele. Na fusão dos dois, uma melancólica realidade: o triunfo do capitalismo! Eis o vilão.
É importante salientar que o capitalismo não é, de espécie alguma, recente. Ele é bem antigo e teve sua primeira forma conhecida como Mercantilismo. Nesse sistema de produção, o rei, com seus poderes absolutos (Absolutismo), dirigia a economia a seu bel-prazer.
Propondo o Metalismo e a balança comercial favorável como principais objetivos, o Mercantilismo eliminava qualquer chance de prosperidade da colônia através do Pacto Colonial. Essa forma de comércio imposta pela metrópole, consistia na obtenção de matéria-prima da colônia e exportação, para a mesma, dos produtos manufaturados, sem conceder nenhum direito aos dominados de desenvolver suas próprias manufaturas. Ou seja, aqui o capitalismo já mostrava sua verdadeira face sem nenhum escrúpulo. As colônias forneciam a matéria-prima e tinham que comprar os produtos que as metrópoles fabricavam com ela. Isto é, o que era para sair de graça, saía bem caro. É o mesmo que você possuir a quantidade certa de ingredientes para fazer um suco e, ao invés disso, fornece esses elementos para outro indivíduo elaborar a referida bebida e ainda vender o produto a você. Um completo absurdo!
Porém, como um “Superman” da vida real, o filósofo e economista Adam Smith, em 1776, lançou seu livro “A Riqueza das Nações” (Wealth of Nations) onde combatia o nefasto Mercantilismo, do qual ele mesmo dera a denominação. Foi responsável pela teoria do Liberalismo Econômico, na qual previa a ineficiência de um governo excessivamente interventor na economia de um país e pregava a divisão do trabalho, seguindo o critério de especialização. Todavia, é relevante articular que, apesar das novas idéias, o capitalismo não deixou de ser frívolo e destruidor. Pois, segundo Adam Smith, em relação a sua conjetura econômica, “Cada indivíduo procura apenas seu próprio ganho. Porém, é como se fosse levado por uma mão invisível para produzir um resultado que não fazia parte de sua intenção... Perseguindo seus próprios interesses, freqüentemente promove os interesses da própria sociedade, com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo”. Ou seja, para ele, o mercado sobrevive por si só. Entretanto, o problema é que muitos não têm capacidade de se inserirem nesse mercado e competir de igual para igual. E, com isso, acabam por se excluírem da sociedade. Foi esse constante descontentamento econômico, que fez com que o capitalismo, novamente, sofresse transformações. Foi quando surgiu um liberalismo modificado, conhecido por Neoliberalismo.
O Neoliberalismo, vigorante desde as duas últimas décadas (80/90) até a atualidade, tem como precursores, na Inglaterra, Margareth Tatcher e, nos EUA, Ronald Reagan. Esse modelo econômico propõe algumas idéias semelhantes as do liberalismo, mas, também, apresenta diferenças gritantes, que mostram que o capitalismo realmente se modificou, mas para uma forma ainda pior quando se trata de satisfação social.
Entre as várias características do Neoliberalismo, encontra-se a idéia de que, na busca de prosperar o mercado, o comércio internacional é o melhor caminho. Ou seja, nesse modelo de produção, a preocupação é focada na formação de blocos econômicos para uma maior flexibilidade da circulação da produção. Mas, na verdade, esse artifício visava fortalecer, antes de qualquer coisa, as grandes economias, enquanto as menos favorecidas permaneciam estáticas ou sem receber compensadores benefícios. Além disso, o Neoliberalismo combate o chamado bem-estar social, prejudicando ainda mais as pessoas que precisam de apoio por partilhar de uma pobreza destrutiva.
É relevante proferir também que James afirmou o que, com certeza, encontra-se na mente dos indivíduos que necessitam de um esforço descomunal para sobreviver com o mínimo de dignidade:
“(...) A imposição política de um modelo econômico pré-industrial (neoliberalismo) sobre a formação social avançada exerce efeitos aberrantes na economia e na sociedade. Ela desarticula os setores econômicos e as regiões interligadas, e ao mesmo tempo, marginaliza e exclui as classes produtivas (operários e fabricantes), fundamentais para o mercado nacional.”
Na realidade, como se percebeu no decorrer da metamorfose capitalista, o capitalismo adotou diversas formas, mas não mudou em nada sua essência: lucro acima de tudo e de todos. E o pior é que se vive em um estágio, que, depois de tantas modificações, ao invés de se apresentar em uma situação relativamente amena, é marcado ainda mais pelos escandalosos desníveis sociais.
Durante o absolutismo viveu-se o pacto colonial entre metrópole e colônia e hoje se vive o “pacto social” entre os detentores dos modos de produção e o restante da sociedade. É fácil notar que muitas pessoas, brasileiros por exemplo, se vê condenada a entregar muito de sua força de trabalho por extremamente pouco e ainda não conseguem desfrutar dos bens que produz, determinando, claramente, a chamada alienação humana.
É necessário lembrar que o ser humano é dotado de inteligência e não deve ser tratado como um animal. Uma vez que o homem tem astúcia, vontade própria, desejos, mágoas e necessita de consideração. Os indivíduos têm a precisão de se sentirem protegidos, queridos e respeitados. E o atual e perverso modo de produção, como todos os outros que o antecederam, é um obstáculo para esses anseios humanos.
Nenhum espírito socialista ou comunista está implícito nesse texto. O apelo não é pelo sistema, mas pelas suas más diretrizes. Na verdade, não é o capitalismo, em si, que provoca tanta polêmica e desgosto. Mas, sim, seus dirigentes. Sãos pessoas que fazem da economia o resumo de suas vidas! Muita coisa seria diferente se, simplesmente, fossem adicionadas a esse fanatismo econômico, pequenas doses de humanismo. Se esses indivíduos usassem um mísero bom-senso e, com um terço dessa dedicação que dirigem ao constante acúmulo de bens, se dedicassem ao próximo, talvez um terço da fome mundial que chega a 18% (dados de 2003) poderia ser eliminada. Mas é isso aí... A maioria se torna imune a uma minoria como se percebe em toda história. É como se fosse um círculo vicioso do tempo. E o pior é que o vilão não muda, é sempre o trágico capitalismo. Só que “de vez em quando” ele muda sua cara, o que o torna ainda mais difícil de ser vencido.
Fontes:
É importante salientar que o capitalismo não é, de espécie alguma, recente. Ele é bem antigo e teve sua primeira forma conhecida como Mercantilismo. Nesse sistema de produção, o rei, com seus poderes absolutos (Absolutismo), dirigia a economia a seu bel-prazer.
Propondo o Metalismo e a balança comercial favorável como principais objetivos, o Mercantilismo eliminava qualquer chance de prosperidade da colônia através do Pacto Colonial. Essa forma de comércio imposta pela metrópole, consistia na obtenção de matéria-prima da colônia e exportação, para a mesma, dos produtos manufaturados, sem conceder nenhum direito aos dominados de desenvolver suas próprias manufaturas. Ou seja, aqui o capitalismo já mostrava sua verdadeira face sem nenhum escrúpulo. As colônias forneciam a matéria-prima e tinham que comprar os produtos que as metrópoles fabricavam com ela. Isto é, o que era para sair de graça, saía bem caro. É o mesmo que você possuir a quantidade certa de ingredientes para fazer um suco e, ao invés disso, fornece esses elementos para outro indivíduo elaborar a referida bebida e ainda vender o produto a você. Um completo absurdo!
Porém, como um “Superman” da vida real, o filósofo e economista Adam Smith, em 1776, lançou seu livro “A Riqueza das Nações” (Wealth of Nations) onde combatia o nefasto Mercantilismo, do qual ele mesmo dera a denominação. Foi responsável pela teoria do Liberalismo Econômico, na qual previa a ineficiência de um governo excessivamente interventor na economia de um país e pregava a divisão do trabalho, seguindo o critério de especialização. Todavia, é relevante articular que, apesar das novas idéias, o capitalismo não deixou de ser frívolo e destruidor. Pois, segundo Adam Smith, em relação a sua conjetura econômica, “Cada indivíduo procura apenas seu próprio ganho. Porém, é como se fosse levado por uma mão invisível para produzir um resultado que não fazia parte de sua intenção... Perseguindo seus próprios interesses, freqüentemente promove os interesses da própria sociedade, com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo”. Ou seja, para ele, o mercado sobrevive por si só. Entretanto, o problema é que muitos não têm capacidade de se inserirem nesse mercado e competir de igual para igual. E, com isso, acabam por se excluírem da sociedade. Foi esse constante descontentamento econômico, que fez com que o capitalismo, novamente, sofresse transformações. Foi quando surgiu um liberalismo modificado, conhecido por Neoliberalismo.
O Neoliberalismo, vigorante desde as duas últimas décadas (80/90) até a atualidade, tem como precursores, na Inglaterra, Margareth Tatcher e, nos EUA, Ronald Reagan. Esse modelo econômico propõe algumas idéias semelhantes as do liberalismo, mas, também, apresenta diferenças gritantes, que mostram que o capitalismo realmente se modificou, mas para uma forma ainda pior quando se trata de satisfação social.
Entre as várias características do Neoliberalismo, encontra-se a idéia de que, na busca de prosperar o mercado, o comércio internacional é o melhor caminho. Ou seja, nesse modelo de produção, a preocupação é focada na formação de blocos econômicos para uma maior flexibilidade da circulação da produção. Mas, na verdade, esse artifício visava fortalecer, antes de qualquer coisa, as grandes economias, enquanto as menos favorecidas permaneciam estáticas ou sem receber compensadores benefícios. Além disso, o Neoliberalismo combate o chamado bem-estar social, prejudicando ainda mais as pessoas que precisam de apoio por partilhar de uma pobreza destrutiva.
É relevante proferir também que James afirmou o que, com certeza, encontra-se na mente dos indivíduos que necessitam de um esforço descomunal para sobreviver com o mínimo de dignidade:
“(...) A imposição política de um modelo econômico pré-industrial (neoliberalismo) sobre a formação social avançada exerce efeitos aberrantes na economia e na sociedade. Ela desarticula os setores econômicos e as regiões interligadas, e ao mesmo tempo, marginaliza e exclui as classes produtivas (operários e fabricantes), fundamentais para o mercado nacional.”
Na realidade, como se percebeu no decorrer da metamorfose capitalista, o capitalismo adotou diversas formas, mas não mudou em nada sua essência: lucro acima de tudo e de todos. E o pior é que se vive em um estágio, que, depois de tantas modificações, ao invés de se apresentar em uma situação relativamente amena, é marcado ainda mais pelos escandalosos desníveis sociais.
Durante o absolutismo viveu-se o pacto colonial entre metrópole e colônia e hoje se vive o “pacto social” entre os detentores dos modos de produção e o restante da sociedade. É fácil notar que muitas pessoas, brasileiros por exemplo, se vê condenada a entregar muito de sua força de trabalho por extremamente pouco e ainda não conseguem desfrutar dos bens que produz, determinando, claramente, a chamada alienação humana.
É necessário lembrar que o ser humano é dotado de inteligência e não deve ser tratado como um animal. Uma vez que o homem tem astúcia, vontade própria, desejos, mágoas e necessita de consideração. Os indivíduos têm a precisão de se sentirem protegidos, queridos e respeitados. E o atual e perverso modo de produção, como todos os outros que o antecederam, é um obstáculo para esses anseios humanos.
Nenhum espírito socialista ou comunista está implícito nesse texto. O apelo não é pelo sistema, mas pelas suas más diretrizes. Na verdade, não é o capitalismo, em si, que provoca tanta polêmica e desgosto. Mas, sim, seus dirigentes. Sãos pessoas que fazem da economia o resumo de suas vidas! Muita coisa seria diferente se, simplesmente, fossem adicionadas a esse fanatismo econômico, pequenas doses de humanismo. Se esses indivíduos usassem um mísero bom-senso e, com um terço dessa dedicação que dirigem ao constante acúmulo de bens, se dedicassem ao próximo, talvez um terço da fome mundial que chega a 18% (dados de 2003) poderia ser eliminada. Mas é isso aí... A maioria se torna imune a uma minoria como se percebe em toda história. É como se fosse um círculo vicioso do tempo. E o pior é que o vilão não muda, é sempre o trágico capitalismo. Só que “de vez em quando” ele muda sua cara, o que o torna ainda mais difícil de ser vencido.
Fontes:
Aula 13 – 24/03/06 – MOFOCA
Enfim, o dia das apresentações. Tudo bem... Foi ótimo!!! Não foi todo aquele terror que eu havia previsto... Ainda bem! O meu foi o terceiro grupo que se apresentou. Confesso que fiquei muito nervosa, quase que eu caí lá na frente de tanto medo de ser vaiada. O que, cá entre nós, foi bem comum durante a exposição dos trabalhos.
Bom, gostaria de ter dito isso a todos os grupos, mas como não foi possível, direi agora: adorei todos os trabalhos! O pessoal da Comunicação Social, que chegou esse ano, está arrebentando! As fotos ficaram bastante engraçadas e as histórias ficaram o máximo.
Agora, a respeito do meu grupo, o nome de nossa história foi “Shop Bang”. Espero que o pessoal tenha aprovado, pois, apesar de não ter dado tanto trabalho quanto parecia, o nervosismo foi extremamente visível! Mas para o pessoal que perdeu nossa apresentação, postarei alguns quadrinhos da foto novela no final do texto.
Ah! Estava esquecendo-me de dizer que foi ótimo fazer o trabalho com minha equipe. Nós nem tínhamos pensado em fazer juntos, mas, por uma confusão de grupos, o nosso conjunto foi definido da maneira como se mostrou nesse dia. Foi bastante interessante, também, porque conhecemos melhor uns aos outros, visto que nunca havíamos parado para conversar por muito tempo.
Mais uma vez tenho que admitir o talento do nosso professor (risos). Ele pode até ter “viajado” um pouquinho na hora de expor essa atividade, mas, com certeza, já estava prevendo os efeitos fantásticos dessa empreitada.
Bom, gostaria de ter dito isso a todos os grupos, mas como não foi possível, direi agora: adorei todos os trabalhos! O pessoal da Comunicação Social, que chegou esse ano, está arrebentando! As fotos ficaram bastante engraçadas e as histórias ficaram o máximo.
Agora, a respeito do meu grupo, o nome de nossa história foi “Shop Bang”. Espero que o pessoal tenha aprovado, pois, apesar de não ter dado tanto trabalho quanto parecia, o nervosismo foi extremamente visível! Mas para o pessoal que perdeu nossa apresentação, postarei alguns quadrinhos da foto novela no final do texto.
Ah! Estava esquecendo-me de dizer que foi ótimo fazer o trabalho com minha equipe. Nós nem tínhamos pensado em fazer juntos, mas, por uma confusão de grupos, o nosso conjunto foi definido da maneira como se mostrou nesse dia. Foi bastante interessante, também, porque conhecemos melhor uns aos outros, visto que nunca havíamos parado para conversar por muito tempo.
Mais uma vez tenho que admitir o talento do nosso professor (risos). Ele pode até ter “viajado” um pouquinho na hora de expor essa atividade, mas, com certeza, já estava prevendo os efeitos fantásticos dessa empreitada.


Aula 12 – 20/03/06 – Segunda aula de abordagem do texto "Cultura: um conceito antropológico".

A cultura pode ser vista como um meio de adaptação. O homem precisa da cultura para saber viver em sociedade. Esse é o conhecido processo de endoculturação.
Segundo Edwar Taylor, cultura é o todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade de hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade. E essa cultura é tão importante, que possibilitou o homem a se desenvolver ao longo do tempo. Quando se fala desse desenvolvimento, fala-se das tecnologias que dão condições ainda maiores e mais facilitadas do homem adaptar-se em qualquer lugar. Se tudo que é humano é cultural, logo, tudo que os humanos produzem é cultura. Em outras palavras, cultura é humanismo. Para ilustrar essa afirmativa, pode-se dizer que a tecnologia é a extensão do corpo humano; livros são extensões do sistema nervoso; eletricidade é uma extensão da visão. E essa é uma das diferenças entre os homens e os animais. Os animais são incapazes de criar equipamentos de adaptação. Sendo assim, eles esperam que sua necessidade e o tempo promovam transformações neles mesmos.
É importante ressaltar ainda que até o cheiro e o sabor são culturais. Na alimentação isso é bem evidente, pois a variedade de pratos que existem em cada parte do mundo é magnífica. Na China, por exemplo, comer insetos é natural. Já no Brasil, muitos sentem repugnância só em pensar em saborear um grilo. Quanto ao cheiro, percebe-se que o mau hálito e a falta de banho não é problema para os franceses.
Vale dizer, ainda, que o homem é produto do meio em que vive. Voltaire estava absolutamente certo ao elaborar essa máxima. É impossível demonstrar uma inteligência que esteja à frente de seu tempo. Sociedade são movimentos plurais. Não existe um gênio individual. Na verdade, o gênio nada mais é do que aquele que estuda no presente e interagi com tudo e todos que viveram no passado. Em outras palavras, tudo é resultado do trabalho de toda comunidade.
Segundo Edwar Taylor, cultura é o todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade de hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade. E essa cultura é tão importante, que possibilitou o homem a se desenvolver ao longo do tempo. Quando se fala desse desenvolvimento, fala-se das tecnologias que dão condições ainda maiores e mais facilitadas do homem adaptar-se em qualquer lugar. Se tudo que é humano é cultural, logo, tudo que os humanos produzem é cultura. Em outras palavras, cultura é humanismo. Para ilustrar essa afirmativa, pode-se dizer que a tecnologia é a extensão do corpo humano; livros são extensões do sistema nervoso; eletricidade é uma extensão da visão. E essa é uma das diferenças entre os homens e os animais. Os animais são incapazes de criar equipamentos de adaptação. Sendo assim, eles esperam que sua necessidade e o tempo promovam transformações neles mesmos.
É importante ressaltar ainda que até o cheiro e o sabor são culturais. Na alimentação isso é bem evidente, pois a variedade de pratos que existem em cada parte do mundo é magnífica. Na China, por exemplo, comer insetos é natural. Já no Brasil, muitos sentem repugnância só em pensar em saborear um grilo. Quanto ao cheiro, percebe-se que o mau hálito e a falta de banho não é problema para os franceses.
Vale dizer, ainda, que o homem é produto do meio em que vive. Voltaire estava absolutamente certo ao elaborar essa máxima. É impossível demonstrar uma inteligência que esteja à frente de seu tempo. Sociedade são movimentos plurais. Não existe um gênio individual. Na verdade, o gênio nada mais é do que aquele que estuda no presente e interagi com tudo e todos que viveram no passado. Em outras palavras, tudo é resultado do trabalho de toda comunidade.
Aula 11 – 17/03/06 – Primeira aula de abordagem do texto "Cultura: um conceito antropológico".

Primeiramente, é necessário deixar claro que a cultura não é explicada nem biologicamente e nem geograficamente. Isso é um fato. Ou seja, não é o clima, a região e nem as características biológicas que determinam a cultura do indivíduo.
O que se sabe é que a cultura é resultado da educação que os seres humanos recebem. Esse processo é conhecido como endoculturação ou socialização. Para simplificar, pode-se dizer que o jeito de ser dos indivíduos é cultural. Por exemplo, no livro “Cotidianos Culturais e outras histórias” de André Azevedo da Fonseca, cita-se uma pesquisa, que foi desenvolvida por Tania Andrade Lima no programa de pós-doutorado em História Social do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, na qual ela explica que escarrar e cuspir em público era um costume refinado na alta sociedade do século dezenove. Hoje, quando alguém vê uma pessoa com esse hábito, tem uma atitude de indignação e critica maldosamente o autor da cena repulsiva. Mas, há dois séculos atrás, existiam até escarradeiras ou cuspideiras que eram deixadas à disposição de visitas nas casas. Ou seja, independente de serem negros, brancos ou amarelos, as pessoas participavam desse hábito e achavam completamente normal e elegante.
A partir disso, percebe-se que é plenamente verossímil a frase do texto “Cultura: um conceito antropológico” que diz “O homem age de acordo com os seus padrões culturais, ele é resultado do meio em que foi socializado”. Pois, cultura é algo extremamente humano, como é sabido por todos. Por isso, não há nada mais indicado do que os próprios seres humanos para ditar as suas diretrizes.
Fonte: Cotidianos Culturais e outras histórias – A cidade sob novos olhares, de André Azevedo da Fonseca.
Aula 10 – 13/03/06 – A verdadeira face da cordialidade.

De acordo com o dicionário Aurélio, cordialidade significa franqueza; amenidade de trato; afetuosidade; amizade. Realmente esse sentido da palavra seria maravilhoso se a sociedade não a empregasse tão erroneamente. Como prova desse equívoco, percebe-se que o nepotismo é tão marcante que foi necessário criar uma lei proibindo a contratação de parentes no setor judiciário.
Segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil”, capítulo “O homem cordial”, ele afirma que a cordialidade é a grande responsável pela corrupção no Estado e na economia. Pois, de acordo com ele, cordialidade é misturar a vida privada com a vida pública devido à afetividade. E isso não é bom. As maiores empresas são aquelas que selecionam seus funcionários por sua capacidade intelectual. Muitas vezes, aquele empreendedor que contrata o indivíduo apenas por amizade terá, no meio dos seus empregados, aquele que não possui a competência necessária para o cargo, provocando falhas na empresa. O que pode, de uma maneira ou de outra, interferir no lucro final. Ou seja, é necessário entender que a sociedade em geral só prosperará se compreender que há momentos em que se deve utilizar a competência como critério de seleção e outras ocasiões em que se deve desfrutar da afetividade. Afinal, o trágico reside no fato de misturar a afetividade com a impessoalidade.
Contudo, vale ressaltar que não se pode confundir impessoalidade com grosseria. Traçar uma relação séria e respeitosa entre o patrão e seus funcionários não quer dizer que serão necessários diálogos rudes todo o tempo. O patrão pode impor e exigir respeito apenas por não misturar assuntos profissionais e pessoais, além de não confundir que a maneira de lidar com os empregados na empresa não é a mesma de se relacionar com os mesmos em um bar, por exemplo. Daí a importância de excluir a afetividade dos critérios de contratação de funcionários. Para o capitalismo atual, não se pode garantir tudo aos amigos e, para o resto, apenas o cumprimento das leis. Isso não é bom para a empresa, nem para o empregador e nem para o empregado. Pois, para o empregado ter o direito e a condição de ser respeitado por todos, ele deve ter, no mínimo, mérito por estar labutando em tal companhia.
Vale ressaltar que se deve preservar uma característica marcante dos gregos, que é a coragem. O corajoso está aberto para as transformações do mundo. Ou seja, encarar o capitalismo e respeitar todas as suas exigências com êxito, é um desafio. Para se ajudar aos amigos é necessário, primeiro, que eles estejam dispostos a ajudar mutuamente. E, para isso, a obrigação deles é se preparar para disputar o cargo entre pessoas competentes com o intuito de progredir a empresa em questão. Afinal, auxílio mútuo é muito mais conveniente e interessante.
Segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil”, capítulo “O homem cordial”, ele afirma que a cordialidade é a grande responsável pela corrupção no Estado e na economia. Pois, de acordo com ele, cordialidade é misturar a vida privada com a vida pública devido à afetividade. E isso não é bom. As maiores empresas são aquelas que selecionam seus funcionários por sua capacidade intelectual. Muitas vezes, aquele empreendedor que contrata o indivíduo apenas por amizade terá, no meio dos seus empregados, aquele que não possui a competência necessária para o cargo, provocando falhas na empresa. O que pode, de uma maneira ou de outra, interferir no lucro final. Ou seja, é necessário entender que a sociedade em geral só prosperará se compreender que há momentos em que se deve utilizar a competência como critério de seleção e outras ocasiões em que se deve desfrutar da afetividade. Afinal, o trágico reside no fato de misturar a afetividade com a impessoalidade.
Contudo, vale ressaltar que não se pode confundir impessoalidade com grosseria. Traçar uma relação séria e respeitosa entre o patrão e seus funcionários não quer dizer que serão necessários diálogos rudes todo o tempo. O patrão pode impor e exigir respeito apenas por não misturar assuntos profissionais e pessoais, além de não confundir que a maneira de lidar com os empregados na empresa não é a mesma de se relacionar com os mesmos em um bar, por exemplo. Daí a importância de excluir a afetividade dos critérios de contratação de funcionários. Para o capitalismo atual, não se pode garantir tudo aos amigos e, para o resto, apenas o cumprimento das leis. Isso não é bom para a empresa, nem para o empregador e nem para o empregado. Pois, para o empregado ter o direito e a condição de ser respeitado por todos, ele deve ter, no mínimo, mérito por estar labutando em tal companhia.
Vale ressaltar que se deve preservar uma característica marcante dos gregos, que é a coragem. O corajoso está aberto para as transformações do mundo. Ou seja, encarar o capitalismo e respeitar todas as suas exigências com êxito, é um desafio. Para se ajudar aos amigos é necessário, primeiro, que eles estejam dispostos a ajudar mutuamente. E, para isso, a obrigação deles é se preparar para disputar o cargo entre pessoas competentes com o intuito de progredir a empresa em questão. Afinal, auxílio mútuo é muito mais conveniente e interessante.

